quinta-feira, 14 de julho de 2022

Próteses Faciais

Customizadas ou standard, as próteses faciais são uma realidade em nossa clínica e em nossos planejamentos, são alternativas previsíveis de tratamento. 

A cirurgia ortognática resolve diversos problemas do esqueleto facial embora para alguns casos, as técnicas tradicionais podem não ser suficientes. Este é o caso especialmente dos ângulos mandibulares, zigomas (ossos das “maças do rosto”) deficientes.

Exemplo de prótese facial para nasal e lateral de mandíbula

Para esta situação, os implantes podem ser interessantes. Pode dar volume adicional a estas regiões ou até mesmo corrigir assimetrias.

Exemplo de prótese facial malar e lateral de mandíbula


terça-feira, 19 de outubro de 2021

O que é periocoronarite ?

 A pericoronarite é um estado inflamatório de caráter infeccioso ou não, envolvendo o tecido mole localizado ao redor da coroa de um dente, geralmente um terceiro molar inferior em processo de erupção ou semi-incluso. Esta doença tem incidência aumentada na adolescência tardia até a juventude, durante o tempo de erupção dos terceiros molares. A superfície oclusal do dente afetado é frequentemente revestida por um tecido gengival denominado opérculo, o qual favorece o acúmulo de alimentos e proliferação bacteriana causando dor, sangramento, halitose e trismo. Quando corretamente tratada o processo dura apenas alguns dias, porém quando negligenciada há risco de resultar em complicações devido à disseminação da infecção. O tratamento para a pericoronarite varia de acordo com o grau da infecção que atinge os tecidos periodontais. Alta prevalência de pericoronarite é encontrada na região de terceiro molar inferior em grupos na faixa etária de 20 a 29 anos. A doença é raramente vista antes dos 20 anos e depois dos 40 anos. Os microorganismos na pericoronarite são basicamente os mesmos que estão presentes na placa dental.  As infecções que acometem a região do terceiro molar, podem se espalhar ao músculo milo-hióideo, espaço ptérigomandibular, espaço sublingual e pode causar empiemas e trombose séptica do seio cavernoso, esses quadros mais graves são raros.


Tratamento 

Tratamento para a pericoronarite varia de acordo com o grau da infecção que atinge os tecidos periodontais. Nos casos onde a pericoronarite está restrita e bem localizada, sem exsudação purulenta e sem dor forte, febre, linfonodos palpáveis e/ou mal-estar, o tratamento a ser adotado é conservador: desbridamento e irrigação local, visando sanear a bolsa periocoronária, com digluconato de clorexidina 0,12% pelo menos duas vezes ao dia.
Alguns autores propõem como substâncias alternativas para a irrigação o soro fisiológico morno, ou água oxigenada a 10 volumes (em pequenas quantidades), porém todos de menor efetividade que a clorexidina.
Nos casos onde a pericoronarite é mais severa, é necessário antibioticoterapia, além do tratamento já proposto anteriormente. As penicilinas são os antibióticos de escolha, em especial a amoxicilina. Em casos de maior gravidade ou que não respondem inicialmente, acrescenta-se metronidazol, por sua ação contra anaeróbios restritos e bactérias produtoras de beta-lactamases.
Para os pacientes alérgicos à penicilina, o antibiótico alternativo é a clindamicina, efetiva contra bactérias anaeróbias; porém, o uso prolongado deve ser cauteloso, pois são de elevada toxicidade e há risco de colite pseudomembranosa. As cefalosporinas não são alternativa devido à sua menor ação contra anaeróbios quando comparados com a penicilina; a tetraciclina também não é indicada devido à rápida formação de patógenos resistentes.
Após a fase aguda, impõe-se tratamento definitivo para evitar a recorrência da infecção, que pode ser realizada de duas formas: exodontia do dente envolvido ou a ulectomia, que consiste na retirada do opérculo que recobre o dente. Normalmente, a extração é o tratamento de escolha por ser definitivo e com resultados 100% favoráveis na prevenção da reincidência da infecção.







segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Qual a diferença entre cirurgia de emergência, de urgência e eletiva?

Resumo:

– cirurgia de emergência – aquela em que há risco de vida ou de perda de membro caso o paciente não seja operado em um curto intervalo de tempo. Ex.: hemorragia por arma de fogo

– cirurgia de urgência – aquela em que há risco de vida ou de perda de membro caso o paciente não seja operado em um intervalo de tempo, via de regra, entre 6h e 24h. Ex.: cirurgia de apêndice.

– cirurgia eletiva – aquela que pode ser postergada por até 1 ano sem causar grandes problemas ao paciente. Ex.: Cirurgia Ortognática

– cirurgia time-sensitive (sensível ao tempo) – termo novo, seriam os procedimentos que não se enquadram nas categorias acima. Caso o procedimento seja adiado por um período de algumas semanas pode causar danos ao paciente. A maioria das cirurgias oncológicas se enquadra nesta categoria. Neste grupo de pacientes a realização de procedimentos diagnósticos cardiológicos tem que ser bem ponderada uma vez que mesmo que os exames revelem alterações importantes (ex: coronariopatia bi ou triarterial) muitas vezes não há como esperar o período de convalescença após a realização de uma cirurgia de revascularização miocárdica, por exemplo, para poder então realizar a cirurgia curativa da neoplasia.



segunda-feira, 28 de setembro de 2020

O que é Estomatologia ?

 A Estomatologia é uma especialidade da odontologia que tem como finalidade prevenir, diagnosticar e tratar as doenças que se manifestam na cavidade da boca e no complexo maxilomandibular. Também é atribuição do estomatologista estar atento para o diagnóstico de doenças sistêmicas, que possam apresentar manifestação na boca ou exercer alguma influência ou interação negativa com o tratamento odontológico.

Estomatologia é uma palavra derivada do grego “estoma”, que significa “boca”, portanto seu significado é estudo da boca. O cirurgião dentista especialista em estomatologia é o profissional que previne, diagnostica e trata as enfermidades relacionadas com a boca e de todo aparelho estomatognático, que é constituído pelos lábios, dentes, mucosa oral, glândulas salivares, tonsilas palatinas e faríngeas e demais estruturas da orofaringe. É o estomatologista que está apto a diagnosticar lesões dentro e fora da cavidade bucal, podendo tratá-las ou encaminhá-las a outras especialidades cirúrgicas e médicas.

Diferentemente de vários países da Europa, da América do Sul ou mesmo dos Estados Unidos, onde há muitas décadas a Estomatologia é exercida em sua plenitude, só a partir de 1992 que o Conselho Federal de Odontologia (CFO) reconheceu a importância e a oficializou como uma especialidade da Odontologia, não obstante os esforços dos pioneiros da Estomatologia brasileira e da Sociedade Brasileira de Estomatologia.

Síndrome da Ardência Bucal


lesões de boca



quinta-feira, 2 de julho de 2020

Nossa Sala de Cursos


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quarta-feira, 17 de junho de 2020

Coronavírus: medidas de segurança para pacientes e dentistas



A pandemia de COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, está mudando a rotina de milhares de pessoas no mundo. O coronavírus é de fácil transmissão e pode se disseminar pelo ar ou pelo contato pessoal com gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro ou até mesmo com o toque ou aperto de mão com a pessoa infectada. 

Diante disso, a recomendação é reforçar os hábitos de higienização para evitar que a doença se espalhe. Veja o que fazer no dia a dia para manter você e sua família protegidos:

- Lave frequentemente as mãos com água e sabonete por pelo menos 20 segundos ou use álcool em gel;
- Cubra nariz e boca com o braço ao espirrar ou tossir;
- Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
- Evite aglomerações e ambientes fechados;
- Se possível, fique em casa. 

A www.bucomaxilofacial.com.br tem um compromisso com a saúde. Por isso, está adotando algumas medidas a fim de contribuir com a prevenção do coronavírus, além de orientar seus colaboradores e pacientes. 

Para conter a proliferação do coronavírus e atendendo às recomendações do Ministério da Saúde, os atendimentos presenciais passaram por uma alteração na rotina. Os profissionais estão sendo orientados a triar a real necessidade do procedimento odontológico, a ideia é minimizar o tempo de permanência na clinica e diminuir os deslocamentos dos pacientes.

Não será permitida a entrada de acompanhantes, exceto no caso de gestantes, menores de idade, deficientes físicos e idosos, com limite de 01 acompanhante por pessoa.

Para conduzir a situação internamente, a clinica adotou uma série de cuidados para manter a higiene e segurança de todos. Entre eles estão: a higienização de maçanetas das portas a cada 2-3 horas; álcool disponível em todos os ambientes;  A empresa também está orientando todos os colaboradores sobre as medidas de proteção ao coronavírus. 

Protocolo de atendimento nos consultórios
Respeitando as normativas de segurança do Conselho Federal de Odontologia, o atendimento dos cirurgiões-dentistas ocorre de acordo com a demanda.

Os cirurgiões-dentistas cooperados podem fazer a sua parte para prevenir o coronavírus seguindo as práticas de biossegurança e desinfecção. São elas: 

Lavagem das mãos com frequência;
Desinfecção de superfícies;
Utilização dos EPIs;
Aplicação de enxaguatório bucal com água oxigenada 1%;
A prevenção contra a COVID-19 deve começar antes da consulta: na confirmação por telefone, informe que pacientes sintomáticos não devem comparecer.

segunda-feira, 16 de março de 2020

CFO orienta profissionais de Odontologia sobre o coronavírus

O Conselho Federal de Odontologia recomenda cautela e cuidado nas atividades desempenhadas pelos profissionais de saúde bucal que atuam em todo o território nacional devido à declaração da OMS (Organização Mundial de Saúde) que classificou a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, uma pandemia
Alertamos que o período de incubação da COVID-19, ou seja, o tempo entre o dia do contato com a fonte transmissora e o início dos sintomas, tem sido registrado entre 5 e 14 dias. Dessa forma, é pertinente que essa janela temporal seja respeitada em caso de confirmação de contágio.
Assim como em outros  países, o número  de casos confirmados de infecção pela COVID-19 avança no Brasil e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI),  a proliferação da COVID-19 poderá atingir, em algumas regiões, a terceira fase epidemiológica, quando a transmissão passa a ser comunitária, ocasionando aumento exponencial de casos.
Aos profissionais de Odontologia, solicita-se o redobrado cuidado e a utilização efetiva dos equipamentos de proteção individual (EPI), evitando exposição e contágio pelo novo coronavírus (COVID-19). A triagem anterior ao atendimento em consultório, para verificação de possíveis sintomas da COVID-19, também deve ser realizada. Em caso de sintomas detectados, os profissionais devem encaminhar os pacientes para atendimento médico com o descritivo observado.
O momento é oportuno para que ações conjuntas entre sociedade civil, agentes públicos, pesquisadores e profissionais de saúde busquem o rápido enfrentamento desta nova epidemia, diminuindo os danos à saúde da população e as consequências sociais e econômicas em nosso país.

Tem dúvidas sobre o Coronavírus ?







sexta-feira, 21 de junho de 2019

Neuralgia induzida por cavitação osteonecrótica - Neuralgia inducing cavitational osteonecrosis

A neuralgia pela NICO é uma doença que tem inúmeras causas, como trauma, infecções, o emprego de anestésicos locais com vasoconstritores que diminuem o fluxo sanguíneo no interior do osso, a aplicação direta e/ ou indireta de metais pesados, de corticosteroides, pós-cirurgias bucais, o uso de nicotina e problemas de coagulação. O diagnóstico baseia-se na história clínica associada à qualidade da dor, duração, resposta terapêutica normalmente ineficaz ao uso de diferentes neuromoduladores. Emprega-se, como exames complementares, radiografia periapical padrão da área a ser investigada, radiografia panorâmica, tomografia computadorizada que podem demonstrar, ou não, focos radiolúcidos uniloculares. O exame cintilográfico apresenta normalmente área de hipercaptação. O tratamento pode ser clínico conservador utilizando anticoagulantes, injeções de antibióticos no local, ou cirúrgico, promovendo o sangramento local por osteotomia ou ostectomia, dependendo do grau e extensão da NICO.